{"id":2769,"date":"2026-02-11T17:59:45","date_gmt":"2026-02-11T17:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=2769"},"modified":"2026-02-11T21:36:56","modified_gmt":"2026-02-11T21:36:56","slug":"mulheres-ciencia-aberta-desafios-editoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/mulheres-ciencia-aberta-desafios-editoria\/","title":{"rendered":"Meninas e mulheres na ci\u00eancia aberta: quatro desafios \u00e0 editoria cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2769\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p>Hoje, celebramos o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia. Ao longo dos \u00faltimos anos, DADOS tem procurado colaborar nessas datas simb\u00f3licas produzindo diagn\u00f3sticos sistem\u00e1ticos sobre suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas editoriais (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2022.65.1.000\">Campos e Candido, 2022<\/a>). J\u00e1 publicamos um <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/historia-de-mulheres-em-dados\/\">hist\u00f3rico da participa\u00e7\u00e3o das fundadoras das ci\u00eancias sociais na revista, acompanhado de um levantamento das desigualdades de g\u00eanero na autoria de nossos artigos e de um balan\u00e7o das autoras mais citadas<\/a>. Elaboramos tamb\u00e9m um <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/o-8m-na-dados\/\">guia de publica\u00e7\u00f5es de g\u00eanero na revista<\/a>. Outro exemplo foi durante a Covid-19, quando implementamos um <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pandemia-reduz-submissoes-de-mulheres\/\">monitoramento do impacto da pandemia nas submiss\u00f5es,<\/a> o que gerou debate p\u00fablico e repercuss\u00e3o em <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/celina\/submissao-de-artigos-academicos-assinados-por-mulheres-cai-durante-pandemia-de-coronavirus-24428725\">grandes jornais no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>No presente texto, propomos analisar algumas das implica\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia aberta para a promo\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o de mulheres nas publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Embora as desigualdades de g\u00eanero sejam um tema candente na ci\u00eancia, o movimento de ci\u00eancia aberta avan\u00e7ou sem dar muita aten\u00e7\u00e3o ao problema. Em 2019, o projeto <a href=\"https:\/\/h2020.genderaction.eu\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GENDERACTION_D11_Report-on-Strategic-advice-for-enhancing-the-gender-dimension-of-Open-Science-and-Innovation-Policy.pdf\">GenderAction<\/a>, apoiado pela Uni\u00e3o Europeia, publicou um relat\u00f3rio revelando que a maioria das pol\u00edticas e pesquisas que abordavam ci\u00eancia aberta n\u00e3o inclu\u00edam considera\u00e7\u00f5es sobre g\u00eanero, apesar das consequ\u00eancias que diversas mudan\u00e7as nos processos editoriais podiam gerar na diversidade de autoria. O documento recomendou a elabora\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1ticas de dados desagregados por sexo\/g\u00e9nero em todas as fases da ci\u00eancia aberta, a fim de permitir a avalia\u00e7\u00e3o de efeitos potencialmente diferenciados sobre os grupos sociais.<\/p>\n<p>Abaixo tratamos de quatro desafios particulares deste assunto \u00e0s editoriais cient\u00edficas.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas?<\/strong><\/p>\n<p>As desigualdades de g\u00eanero na ci\u00eancia s\u00e3o multidimensionais e se articulam com ra\u00e7a, classe, origem geogr\u00e1fica, gera\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o sexual etc. Em meio a esse problema complexo, a editoria cient\u00edfica ocupa uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, pois ela n\u00e3o apenas orienta a sele\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 publicado, como define padr\u00f5es de excel\u00eancia, consagra agendas de investiga\u00e7\u00e3o e influencia na constru\u00e7\u00e3o de reputa\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Ainda mais relevante: \u00e9 a equipe editorial que conhece o lado sigiloso dos processos de avalia\u00e7\u00e3o an\u00f4nima. Tal grupo de pessoas tem acesso privilegiado \u00e0s inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e ao que especialistas determinam sobre elas.<\/p>\n<p>O conhecimento sobre o fluxo editorial ganhou centralidade no texto, de alguma maneira j\u00e1 cl\u00e1ssico, de Dawn Teele e Kathleen Thelen (2017), \u201c<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1017\/S1049096516002985\">Gender in the Journals: Publication Patterns in Political Science<\/a>\u201d, que saiu na <em>PS: Political Science &amp; Politics<\/em>. As autoras analisaram artigos publicados entre 2000 e 2015 nas dez principais revistas de ci\u00eancia pol\u00edtica em l\u00edngua inglesa e identificaram tr\u00eas achados centrais: a sub-representa\u00e7\u00e3o persistente de mulheres nas publica\u00e7\u00f5es, a sua menor presen\u00e7a em artigos de autoria individual, modalidade ainda dominante nos peri\u00f3dicos de maior prest\u00edgio, e uma distribui\u00e7\u00e3o desigual por sub\u00e1reas e abordagens metodol\u00f3gicas, com maior concentra\u00e7\u00e3o feminina em campos menos centrais no <em>mainstream <\/em>disciplinar.<\/p>\n<p>Um dos pontos decisivos ao debate p\u00fablico, contudo, apareceu quando Teele e Thelen argumentaram que an\u00e1lises baseadas apenas em artigos publicados eram insuficientes para determinar a origem da desigualdade. Era necess\u00e1rio tornar p\u00fablicos dados sobre submiss\u00f5es e processos de avalia\u00e7\u00e3o para responder a uma pergunta: as mulheres publicam menos porque submetem menos ou porque s\u00e3o mais rejeitadas? Tratava-se, ent\u00e3o, de verificar se os processos editoriais eram discriminat\u00f3rios. Como resposta, editores de diversos peri\u00f3dicos de ci\u00eancia pol\u00edtica publicaram an\u00e1lises de seus pr\u00f3prios fluxos editoriais em um simp\u00f3sio (Brown e Samuels, 2018). O padr\u00e3o identificado foi relativamente convergente: as taxas de aceita\u00e7\u00e3o de artigos submetidos por mulheres n\u00e3o eram inferiores \u00e0s dos homens. A principal diferen\u00e7a era anterior, ou seja, no volume de submiss\u00f5es. Mulheres submetiam menos artigos.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, mais estudos, sobre diferentes contextos geogr\u00e1ficos, foram publicados. Ainda que a participa\u00e7\u00e3o de mulheres varie entre as \u00e1reas das ci\u00eancias sociais, a evid\u00eancia de que elas submetem menos textos segue a se repetir, confirmada tamb\u00e9m em DADOS (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2022.65.1.000\">Campos e Candido, 2022<\/a>). Tornar p\u00fablico este dado auxilia a comunidade cient\u00edfica a propor solu\u00e7\u00f5es mais bem informadas para enfrentar as desigualdades de g\u00eanero nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Na editoria, os incentivos para melhor o cen\u00e1rio podem ser, por exemplo, (1) fazer um <em>fast track<\/em> de pesquisas com autoria de mulheres, (2) em casos de empate entre pareceres, buscar favorecer a decis\u00e3o daquele que \u00e9 mais positivo, ou, (3) convocar dossi\u00eas espec\u00edficos com est\u00edmulo \u00e0 autoria feminina.<\/p>\n<p><strong>Transpar\u00eancia como valor e discrimina\u00e7\u00e3o como amea\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A ci\u00eancia aberta prop\u00f5e ampliar a transpar\u00eancia, a acessibilidade e a reprodutibilidade da pesquisa cient\u00edfica por meio da divulga\u00e7\u00e3o de bases de dados e c\u00f3digos, do detalhamento dos procedimentos metodol\u00f3gicos, da permiss\u00e3o da submiss\u00e3o de manuscritos via preprints e da possibilidade de quebra da revis\u00e3o an\u00f4nima por pares. Transpar\u00eancia, nesse enquadramento, n\u00e3o \u00e9 apenas um princ\u00edpio normativo, mas um mecanismo de presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 comunidade cient\u00edfica e \u00e0 sociedade como um todo. Em tese, ao tornar mais partes do processo de avalia\u00e7\u00e3o vis\u00edveis, aumentamos os potenciais de monitoramento das desigualdades.<\/p>\n<p>No entanto, um dos pontos mais controversos do movimento de ci\u00eancia aberta \u00e9 a abertura do processo de avalia\u00e7\u00e3o an\u00f4nima, na qual identidades de autores e pareceristas podem ser reveladas. Em contextos marcados por desigualdades estruturais, a exposi\u00e7\u00e3o de identidades pode ampliar vieses impl\u00edcitos. Um documento da <em>Coalition for Diversity and Inclusion in Scholarly Communications<\/em>, publicado em 2024, abordou este desafio convidando os editores a fazer experimentos com a finalidade de identificar qual o modelo de avalia\u00e7\u00e3o seria mais eficaz na redu\u00e7\u00e3o de preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es, sendo eles: (1) a revis\u00e3o por pares duplamente an\u00f4nima (em que nem os autores nem os revisores s\u00e3o identificados), (2) o fluxo de trabalho triplamente an\u00f4nimo (em que os editores tamb\u00e9m n\u00e3o conhecem a identidade dos autores) ou (3) revis\u00e3o por pares totalmente aberta (submiss\u00f5es via preprints e indentidade de pareceristas publicizadas).<\/p>\n<p>A equipe de DADOS acompanhou esse debate desde o in\u00edcio e vem sistematizando informa\u00e7\u00f5es sobre ele.<\/p>\n<p><strong>Escolhas para uma ci\u00eancia aberta: o que fazemos em DADOS?<\/strong><\/p>\n<p>Diante deste cen\u00e1rio incerto para as desigualdades, optamos por uma transi\u00e7\u00e3o h\u00edbrida. Passamos a aceitar submiss\u00f5es via preprints, nas quais os autores tornam p\u00fablicos seus manuscritos antes da avalia\u00e7\u00e3o formal, mas mantivemos tamb\u00e9m a avalia\u00e7\u00e3o duplamente an\u00f4nima tradicional. Al\u00e9m disso, consultamos pareceristas sobre o desejo de revelar suas identidades e criamos uma nova modalidade de publica\u00e7\u00e3o, a de \u201cComent\u00e1rios Cr\u00edticos\u201d. Ela consiste na divulga\u00e7\u00e3o de coment\u00e1rios cr\u00edticos sobre artigos lan\u00e7ados em nossas edi\u00e7\u00f5es, o que possibilita que pareceristas reaproveitem seus pareceres e fomentem o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, a ades\u00e3o da comunidade cient\u00edfica \u00e0 submiss\u00e3o via preprints permanece limitada e n\u00e3o identificamos ind\u00edcios de agravamento das desigualdades de g\u00eanero. Dentre as poucas submiss\u00f5es que recebemos por essa via e foram aceitas para publica\u00e7\u00e3o, incluem-se trabalhos com lideran\u00e7a de mulheres, como o de Fernanda <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2024.67.1.307\">Beigel et al<\/a>. (2024), e com participa\u00e7\u00e3o de mulheres, como o de <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2025.68.1.345\">Erica Castilho Rodrigues<\/a> com Mauricio Ernica e Jos\u00e9 Soares (2025). No \u00e2mbito da abertura dos pareceres, o avan\u00e7o tamb\u00e9m foi t\u00edmido. O desafio mais complexo tem sido a abertura das bases de dados.<\/p>\n<p>Entendemos a replicabilidade como a exig\u00eancia de explicitar o percurso metodol\u00f3gico entre problema e conclus\u00f5es, disponibilizar os dados necess\u00e1rios \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o dos resultados e, quando poss\u00edvel, compartilhar rotinas computacionais que permitam sua reprodu\u00e7\u00e3o (Schaefer et al., 2023). Experimentos conduzidos pelo nosso editor de replicabilidade, Bruno Schaefer, indicam que cientistas pol\u00edticos disponibilizam bases de dados com maior frequ\u00eancia do que soci\u00f3logos nos artigos aprovados em DADOS, provavelmente em fun\u00e7\u00e3o da maior centralidade de m\u00e9todos quantitativos na disciplina (Figueiredo et al., 2021).<\/p>\n<p>Esse padr\u00e3o dialoga com desigualdades de g\u00eanero pr\u00e9-existentes: mulheres est\u00e3o sub-representadas na ci\u00eancia pol\u00edtica e submetem menos artigos (Campos e Candido, 2021). Contudo, entre os artigos aceitos com mulheres como primeiras autoras, 60% disponibilizam bases de dados, contra 58% nos casos de homens (Schaefer et al., 2026). O problema, portanto, n\u00e3o parece residir em menor ades\u00e3o feminina \u00e0s pol\u00edticas de abertura, mas em desigualdades estruturais que antecedem essa etapa \u2014 disciplinares, institucionais e profissionais.<\/p>\n<p><strong>Monitorar desigualdades na ci\u00eancia aberta<\/strong><\/p>\n<p>A editoria cient\u00edfica \u00e9, em grande medida, um trabalho n\u00e3o remunerado, realizado sob exig\u00eancias cont\u00ednuas de tempo e responsabilidade. Monitorar desigualdades exige esfor\u00e7o adicional: coleta de dados, sistematiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise. Nem todas as equipes disp\u00f5em de infraestrutura ou apoio institucional para faz\u00ea-lo. Ainda assim, se parte das desigualdades se produz ao longo dos diferentes est\u00e1gios do processo editorial, da submiss\u00e3o \u00e0 decis\u00e3o, tornar esses est\u00e1gios mais vis\u00edveis pode ser um caminho de aprendizado coletivo. N\u00e3o se trata de presumir vieses, mas de criar condi\u00e7\u00f5es para identific\u00e1-los e enfrent\u00e1-los quando existirem.<\/p>\n<p>Essa agenda dialoga com compromissos internacionais mais amplos, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), especialmente a promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero (ODS 5), a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades (ODS 10) e o fortalecimento da inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (ODS 9). Celebrar este dia, para n\u00f3s, significa contribuir para esse movimento: avan\u00e7ar na transpar\u00eancia dos processos editoriais e colaborar para que a ci\u00eancia aberta tamb\u00e9m seja um espa\u00e7o de amplia\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o, das desigualdades.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Beigel, Fernanda, et al. (2024), \u201cLa Producci\u00f3n Cient\u00edfica Indexada en Am\u00e9rica Latina. Diversidad Disciplinar, Colaboraci\u00f3n Institucional y Multiling\u00fcismo en SciELO y Redalyc (1995-2018).\u201d <em>DADOS<\/em>, \u00a0v.67, n.1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2024.67.1.307\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2024.67.1.307<\/a><\/p>\n<p>Brown Nadia; Samuels David. (2018), \u201cIntroduction to Gender in the Journals, Continued: Evidence from Five Political Science Journals\u201d.\u00a0<em>PS: Political Science &amp; Politics<\/em>, 51(4):847-848.\u00a0Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1017\/S1049096518000598\">https:\/\/doi.org\/10.1017\/S1049096518000598<\/a><\/p>\n<p>Campos, Luiz Augusto; Candido, Marcia Rangel. (2022), \u201cTranspar\u00eancia em DADOS: submiss\u00f5es, pareceristas e diversidade no fluxo editorial dos \u00faltimos anos\u201d. DADOS, v.65, n.1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2022.65.1.000\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2022.65.1.000<\/a><\/p>\n<p>Coalition for Diversity and Inclusion in Scholarly Communications. <em>A focused toolkit for journal editors and publishers<\/em>. C4DISC, 2024. Available at: <a href=\"https:\/\/c4disc.pubpub.org\/toolkit-editors-and-publishers\">https:\/\/c4disc.pubpub.org\/toolkit-editors-and-publishers<\/a><\/p>\n<p>Ernica, Mauricio; Rodrigues, Erica; Soares, Jos\u00e9. (2025), \u201cDesigualdades Educacionais no Brasil Contempor\u00e2neo: Defini\u00e7\u00e3o, Medida e Resultados\u201d. <em>DADOS<\/em>, \u00a0v.68, n.1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2025.68.1.345\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2025.68.1.345<\/a><\/p>\n<p>Figueiredo, Dalson. et al., 2021 (2021). \u201cMetodologias de pesquisa em ci\u00eancia pol\u00edtica: Uma breve introdu\u00e7\u00e3o\u201d. <em>BIB &#8211; Revista Brasileira de Informa\u00e7\u00e3o Bibliogr\u00e1fica em Ci\u00eancias Sociais<\/em>, 94. <a href=\"https:\/\/bibanpocs.emnuvens.com.br\/revista\/article\/view\/175\">https:\/\/bibanpocs.emnuvens.com.br\/revista\/article\/view\/175<\/a><\/p>\n<p>Genderaction. (2019). <em>Report on strategic advice for enhancing the gender dimension of Open Science and Innovation policy<\/em> (Deliverable D11). European Union. Published online in 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/h2020.genderaction.eu\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GENDERACTION_D11_Report-on-Strategic-advice-for-enhancing-the-gender-dimension-of-Open-Science-and-Innovation-Policy.pdf\">https:\/\/h2020.genderaction.eu\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/GENDERACTION_D11_Report-on-Strategic-advice-for-enhancing-the-gender-dimension-of-Open-Science-and-Innovation-Policy.pdf<\/a><\/p>\n<p>Schaefer, Bruno et al. \u201cEditorial: Transpar\u00eancia, Replicabilidade e Reprodutibilidade em DADOS\u201d. <em>DADOS<\/em>, 2026, no prelo.<\/p>\n<p>Schaefer, Bruno; Campos, Luiz Augusto; Candido, Marcia.\u00a0<em>Revista DADOS<\/em>\u00a0creates special editorial office on replicability [online].\u00a0<em>SciELO in Perspective<\/em>, 2023 [viewed\u00a011 February 2026]. Available from: <a href=\"https:\/\/blog.scielo.org\/en\/2023\/10\/20\/revista-dados-creates-special-editorial-office-on-replicability\/\">https:\/\/blog.scielo.org\/en\/2023\/10\/20\/revista-dados-creates-special-editorial-office-on-replicability\/<\/a><\/p>\n<p>Telle, Dawn; Thelen, Kathleen. (2017), \u201cGender in the Journals: Publication Patterns in Political Science\u201d. <em>PS: Political Science &amp; Politics,<\/em> 50(2):433-447. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1017\/S1049096516002985\">https:\/\/doi.org\/10.1017\/S1049096516002985<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Marcia Rangel Candido <\/strong>\u00e9 Investigadora no CIES e Professora no Mestrado de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, ambos no Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa (ISCTE). \u00c9 editora adjunta de DADOS.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0Luiz Augusto Campos<\/strong> \u00e9 Professor de Sociologia e Ci\u00eancia Pol\u00edtica no Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). \u00c9 editor-chefe de DADOS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Como citar este post<\/h3>\n<p>Candido, Marcia Rangel; Campos, Luiz Augusto. \u201cMeninas e mulheres na ci\u00eancia aberta: quatro desafios \u00e0 editoria cient\u00edfica\u201d. <em>Blog DADOS<\/em>, 2026 [published 11 Feb 2026]. Available from: https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/mulheres-ciencia-aberta-desafios-editoria\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.Hoje, celebramos o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia. 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