{"id":2661,"date":"2024-03-12T20:56:07","date_gmt":"2024-03-12T20:56:07","guid":{"rendered":"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=2661"},"modified":"2024-03-13T15:07:24","modified_gmt":"2024-03-13T15:07:24","slug":"negocio-fechado-out-of-business","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/negocio-fechado-out-of-business\/","title":{"rendered":"Neg\u00f3cio fechado (Out of business)"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2661\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p><strong>Como um \u201cgrande mito\u201d vendeu ao povo americano a magia do mercado<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Desde a ascens\u00e3o ao poder de Ronald Reagan nos EUA e de Margaret Thatcher no Reino Unido, as pol\u00edticas p\u00fablicas americanas e brit\u00e2nicas t\u00eam sido fortemente influenciadas por um \u201cgrande mito\u201d. \u00c9 a ideia de que os mercados n\u00e3o s\u00e3o apenas economicamente eficientes, mas que se pode confiar neles para funcionarem bem e com sabedoria. Na verdade, t\u00e3o bem que n\u00e3o precisamos muito do governo. Os governos s\u00f3 precisam \u201csair do caminho\u201d e deixar que os mercados \u201cfa\u00e7am a sua magia\u201d.<\/p>\n<p>Chamamos esta vis\u00e3o de \u201cfundamentalismo de mercado\u201d, porque muitas vezes ela assume a qualidade da f\u00e9 religiosa, como quando o professor da Universidade de Nova Iorque, Jonathan Haidt \u2013 um participante regular em talk-shows dos EUA e no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em Davos \u2013 argumenta \u201cn\u00e3o ser louco por adorar os mercados\u201d. Ou, ainda, quando a economista da escola de Chicago, Deirdre McCloskey, faz o sinal da cruz em men\u00e7\u00e3o de Adam Smith. Margaret Atwood coloca desta forma em seu livro <em>Payback: Debt and the Shadow Side of Wealth Management<\/em>: em algum momento do s\u00e9culo 20 \u201cas pessoas come\u00e7aram a substituir Deus por algo chamado &#8216;o Mercado&#8217;, atribuindo-lhe as mesmas caracter\u00edsticas: onisci\u00eancia, estar sempre certo e a capacidade de fazer &#8216;corre\u00e7\u00f5es&#8217;, algo que, tal como o castigo divino de antigamente, teve o efeito de exterminar muitas pessoas\u201d. A \u201cm\u00e3o invis\u00edvel\u201d de Adam Smith era uma alus\u00e3o \u00f3bvia \u00e0 m\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>As economias baseadas no mercado produziram riqueza substantiva, no entanto elas tamb\u00e9m criaram problemas devastadores. Desde as \u201csombrias f\u00e1bricas sat\u00e2nicas\u201d e o capitalismo monopolista do final do s\u00e9culo XIX, passando pelas crises g\u00eameas de les\u00f5es paralisantes no local de trabalho e a Grande Depress\u00e3o do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, at\u00e9 \u00e0 nossa atual desigualdade de rendimentos impressionante e perturba\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas perigosas, as falhas de mercado t\u00eam sido frequentes e repletas de consequ\u00eancias. Quando estas falhas foram remediadas, isso n\u00e3o se deu atrav\u00e9s dos mercados corrigindo a si pr\u00f3prios, mas sim atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es governamentais para restringir os mercados, redistribuir a riqueza ou satisfazer as necessidades humanas negligenciadas pelos mercados.<\/p>\n<p>Por que tantas pessoas aceitaram uma vis\u00e3o de mundo que a hist\u00f3ria mostrou ser, na melhor das hip\u00f3teses, inadequada? Uma parte da resposta envolve uma longa hist\u00f3ria de propaganda \u2013 liderada por l\u00edderes empresariais americanos \u2013 para nos persuadir da sua verdade. A hist\u00f3ria come\u00e7a no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, com um debate sobre a eletricidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eletricidade para todos<\/strong><\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o da eletricidade no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 revolucionou o transporte e a recrea\u00e7\u00e3o. As cidades instalaram luzes el\u00e9tricas que permitiram caminhar com seguran\u00e7a \u00e0 noite; os bondes el\u00e9tricos permitiram o desenvolvimento de sub\u00farbios, parques de divers\u00f5es nos extremos de suas linhas e passeios pelo campo. A eletricidade tornou poss\u00edvel a linha de montagem de Henry Ford, juntamente com in\u00fameras outras inova\u00e7\u00f5es industriais. Tamb\u00e9m transformou o lar americano, substituindo l\u00e2mpadas a g\u00e1s sujas e perigosas e abrindo caminho para eletrodom\u00e9sticos que tornaram o trabalho dom\u00e9stico menos \u00e1rduo. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920, a maioria dos americanos urbanos tinha eletricidade em suas casas. Mas a Am\u00e9rica rural foi negligenciada.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de eletricidade nos EUA foi sobretudo obra de empres\u00e1rios \u2013 os famosos Thomas Edison e George Westinghouse \u2013 e das empresas privadas que puseram a sua maquinaria a funcionar, como a Edison Electric. Os homens e suas companhias foram extraordinariamente bem-sucedidos; Edison e Westinghouse tornaram-se nomes conhecidos. Mas n\u00e3o tinham encontrado uma forma de levar eletricidade aos clientes rurais com lucro. Em 1925, a General Electric colocou desta forma: \u201co poder de compra de (&#8230;) 1,9 milh\u00f5es [agricultores] \u00e9 demasiado baixo para os colocar na classe de clientes potenciais\u201d.<\/p>\n<p>Em muitos outros pa\u00edses, a eletricidade era vista n\u00e3o como uma mercadoria a ser comprada e vendida com lucro, mas como um bem p\u00fablico que exigia governan\u00e7a para garantir uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa. O contraste nos resultados foi gritante: na d\u00e9cada de 1920, quase 70% dos agricultores do norte da Europa tinham eletricidade, mas menos de 10% dos agricultores dos EUA tinham. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, muitas empresas privadas eram corruptas, cobrando caro demais dos clientes e depois manipulando as contas para fazer parecer que n\u00e3o era assim. Neste contexto, lideran\u00e7as americanas come\u00e7aram a argumentar que o governo precisava de se envolver na produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade. Em resposta, a <em>National Electric Light Association<\/em> (NELA) lan\u00e7ou uma campanha massiva para persuadir o povo americano de que as suas necessidades poderiam ser melhor satisfeitas se o governo n\u00e3o s\u00f3 deixasse os mercados de eletricidade em paz, mas todos os mercados. Eles fariam isso insinuando seus pontos de vista na educa\u00e7\u00e3o americana.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A influ\u00eancia dos \u2018experts\u2019<\/strong><\/p>\n<p>A campanha acad\u00eamica da NELA tinha tr\u00eas elementos principais: primeiro, recrutaram especialistas para produzir estudos que \u201cprovassem\u201d (ao contr\u00e1rio do que a maioria dos observadores independentes havia descoberto) que a eletricidade privada era mais barata do que a eletricidade p\u00fablica. A NELA encontrou propagandistas dispostos em faculdades de todo o pa\u00eds. Um professor da Universidade do Colorado recebeu U$1.692,33 \u2013 \u00e0 \u00e9poca, cerca de um ano inteiro de sal\u00e1rio acad\u00eamico \u2013 por uma pesquisa de custos em usinas de energia municipais no Colorado; n\u00e3o \u00e9 de surpreender que suas conclus\u00f5es tenham sido desfavor\u00e1veis \u00e0s usinas municipais. Na Universidade de Iowa, um professor de engenharia el\u00e9trica foi pago para preparar uma s\u00e9rie de relat\u00f3rios favorecendo a gera\u00e7\u00e3o privada de eletricidade; a NELA distribuiu o relat\u00f3rio \u201ct\u00e3o amplamente quanto pudemos legitimamente\u201d. Passariam anos at\u00e9 que os americanos soubessem que estes estudos tinham sido encomendados pela ind\u00fastria el\u00e9ctrica e que os seus autores tinham sido informados do que precisavam dizer.<\/p>\n<p>Os executivos da NELA passaram ent\u00e3o para a segunda fase: reescrever os livros did\u00e1ticos americanos e, na verdade, a hist\u00f3ria americana. Recrutaram e pagaram a acad\u00eamicos para reescreverem livros escolares, de modo a torn\u00e1-los mais entusiasmados com a eletricidade privada e o capitalismo empresarial, em geral, e pressionaram os editores a modificar ou retirar livros escolares que a NELA considerasse question\u00e1veis.<\/p>\n<p>Percebendo que pressionar os acad\u00eamicos e as editoras poderia ser considerado inapropriado, a NELA trabalhou para obter a coopera\u00e7\u00e3o das grandes editoras, com base na teoria de que, uma vez que fossem \u201cresolvidas e estivessem a trabalhar conosco, as pequenas editoras ir\u00e3o naturalmente alinhar-se\u201d. Quando um novo texto se mostrava satisfat\u00f3rio, o NELA ou seus membros pagavam para que c\u00f3pias fossem amplamente distribu\u00eddas. No Missouri, por exemplo, a <em>St. Joseph Gas Company<\/em> ajudou a pagar c\u00f3pias de um novo livro a ser enviado a todos os diretores de escolas secund\u00e1rias do estado.<\/p>\n<p>Embora os figur\u00f5es da NELA cantassem louvores aos mercados competitivos, o objetivo a curto prazo era evitar a concorr\u00eancia dos servi\u00e7os p\u00fablicos municipais. A longo prazo, o objetivo n\u00e3o era apenas promover uma vis\u00e3o positiva da ind\u00fastria el\u00e9trica americana, mas tamb\u00e9m uma vis\u00e3o positiva do capitalismo e uma vis\u00e3o negativa do envolvimento do governo nos assuntos econ\u00f4micos. Neste contexto, a NELA introduziu duas ideias que se revelariam cruciais em quase todos os argumentos posteriores sobre as virtudes do capitalismo de livre mercado e os perigos da a\u00e7\u00e3o governamental no mercado. A primeira foi a alega\u00e7\u00e3o de que o envolvimento do governo no mercado era um afastamento da hist\u00f3ria dos EUA. A segunda foi a afirma\u00e7\u00e3o de que o capitalismo de livre mercado era a personifica\u00e7\u00e3o da liberdade, em grande escala, e que qualquer restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de qualquer neg\u00f3cio colocaria o p\u00fablico americano numa ladeira escorregadia para a tirania. Em depoimento posterior \u00e0 Comiss\u00e3o Federal de Com\u00e9rcio (FTC), os observadores destacaram que o secret\u00e1rio do Comit\u00ea de Informa\u00e7\u00f5es de Servi\u00e7o P\u00fablico de Connecticut da NELA admitiu que as declara\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria visavam tanto \u201ca inten\u00e7\u00e3o de desacreditar a propriedade municipal\u201d, como influenciar as crian\u00e7as (como futuros eleitores) para rejeitar quaisquer pensamentos simp\u00e1ticos \u00e0 propriedade e regulamenta\u00e7\u00e3o estatais.<\/p>\n<p>O terceiro componente da campanha acad\u00eamica foi a interven\u00e7\u00e3o direta em programas universit\u00e1rios para desenvolver curr\u00edculos pr\u00f3-<em>laissez faire<\/em> e anti-regulamenta\u00e7\u00e3o. Programas de \u201crela\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas\u201d foram estabelecidos em todos os EUA, incluindo na Washington State University, Penn State, Harvard, Northwestern e Purdue; faculdades agr\u00edcolas estaduais em Nebraska, Colorado e Missouri; e a Institui\u00e7\u00e3o Smithsonian. As somas oferecidas para apoiar essas rela\u00e7\u00f5es foram substanciais: em 1925, a Northwestern recebeu US$ 25.000; em 1928, Harvard recebeu US$ 30.000 \u2013 o equivalente a cerca de US$ 500.000 hoje. O objetivo era apoiar o desenvolvimento de cursos e programas em neg\u00f3cios e economia cujos curr\u00edculos fossem organizados em torno dos princ\u00edpios da livre iniciativa e da propriedade privada como bases para o crescimento econ\u00f4mico, a prosperidade e a liberdade. Influenciar o que foi ensinado nas faculdades e universidades seria a \u201cvit\u00f3ria\u201d definitiva para a NELA. Como disse um executivo: \u201cas faculdades podem dizer coisas que n\u00e3o podemos dizer e nas quais n\u00e3o v\u00e3o nos acreditar\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O plano da desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Visto superficialmente, a NELA perdeu a luta; foi desacreditada e dissolvida. Mas reagrupou-se no Edison Electric Institute, que existe hoje e continua a ser um poderoso lobby. Apesar da eletrifica\u00e7\u00e3o rural do New Deal, os Estados Unidos ainda t\u00eam hoje um sistema el\u00e9trico predominantemente privado (cerca de 90%) que \u00e9 menos fortemente regulamentado do que em muitos outros pa\u00edses. Em m\u00e9dia, os clientes dos servi\u00e7os p\u00fablicos pagam cerca de 10% menos que aqueles privados e recebem servi\u00e7o melhor. Quando foram feitas tentativas na d\u00e9cada de 1990 para desregulamentar totalmente o sistema, foi um desastre para os consumidores. A empresa Enron manipulou o sistema antes de falir, e v\u00e1rios dos seus executivos foram presos por fraude, conspira\u00e7\u00e3o e abuso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada. A desregulamenta\u00e7\u00e3o da eletricidade tamb\u00e9m se revelou um desastre para o Texas: quando a rede el\u00e9trica do estado falhou face a uma tempestade extrema de inverno em 2021, o resultado foi mais de 700 mortos e algo entre 80 e 130 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em danos.<\/p>\n<p>Os argumentos centrais desenvolvidos pela NELA tamb\u00e9m foram utilizados por outros grupos industriais, mais notavelmente o do tabaco e o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Uma investiga\u00e7\u00e3o da BBC mostrou recentemente como a ind\u00fastria do g\u00e1s americana segue dizendo que a a\u00e7\u00e3o do governo para resolver uma falha do mercado \u2013 neste caso: o custo social do carbono \u2013 \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 liberdade pessoal, um exemplo de \u201cexagero\u201d do governo. E n\u00e3o \u00e9 apenas a ind\u00fastria do g\u00e1s. \u201cEles n\u00e3o v\u00e3o levar meu fog\u00e3o a g\u00e1s\u201d, declarou o senador democrata da Virg\u00ednia Ocidental, Joe Manchin. \u00c9 claro que ningu\u00e9m est\u00e1 propondo \u2018tirar\u2019 nada de ningu\u00e9m. A realidade \u00e9 que se n\u00e3o fizermos algo para travar a crise clim\u00e1tica que se desenrola, muitos de n\u00f3s perderemos muito mais que um fog\u00e3o a g\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vendo a luz<\/strong><\/p>\n<p>As falhas de mercado s\u00e3o uma caracter\u00edstica, e n\u00e3o um defeito, do capitalismo. Apontar isso n\u00e3o \u00e9 ser socialista, mas realista. A falha central de grande parte do pensamento atual \u2013 e n\u00e3o apenas do fundamentalismo de mercado, mas tamb\u00e9m do pensamento empresarial dominante \u2013 \u00e9 deixar de lado esta realidade e afirmar, a exemplo do que fez recentemente o <em>Wall Street Journal<\/em>, que a \u00fanica maneira de enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (assim como outros desafios prementes) \u00e9 por meio do \u201cprogresso, em sua maior parte, n\u00e3o regulado dos mercados e da tecnologia\u201d. Chegou a hora de uma discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre como repensar e reformar o capitalismo para lidar seriamente com seus custos sociais e ambientais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Trecho retirado e adaptado do mais recente livro de Naomi Oreskes e Erik Conway, intitulado \u201cBig Myth: How American Business Taught Us to Loathe Government and Love the Free Market\u201d (ainda sem tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas \u2013 nota do tradutor). Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bloomsbury.com\/us\/big-myth-9781635573572\/\">https:\/\/www.bloomsbury.com\/us\/big-myth-9781635573572\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Fonte original: Oreskes, Naomi &amp; Conway, Erik M. (2023), \u00abOut of Business\u00bb. <em>RSA Journal<\/em>, Londres. Este texto foi traduzido por Jos\u00e9 Szwako, com autoriza\u00e7\u00e3o dos autores e da <em>RSA Journal<\/em>. O original pode ser lido e acessado em: <a href=\"https:\/\/www.thersa.org\/journals\/2023\/issue-2\/feature\/out-of-business\">https:\/\/www.thersa.org\/journals\/2023\/issue-2\/feature\/out-of-business<\/a><\/p>\n<h3>Como citar este post<\/h3>\n<p>ORESKES, Naomi; CONWAY, Erik M. \u00a0(2024), \u00abNeg\u00f3cio fechado (Out of business)\u00bb. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Szwako. <em>Blog DADOS<\/em>, 2024 [published 12 Mar. 2024]. Available from: <a href=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/negocio-fechado-out-of-business\/\">http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/negocio-fechado-out-of-business\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. 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