{"id":2203,"date":"2021-11-19T13:46:15","date_gmt":"2021-11-19T13:46:15","guid":{"rendered":"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=2203"},"modified":"2021-11-19T13:46:15","modified_gmt":"2021-11-19T13:46:15","slug":"teoria-sociologica-sistemica-e-pos-colonial-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/teoria-sociologica-sistemica-e-pos-colonial-america-latina\/","title":{"rendered":"Semana SciELO [Por uma teoria sociol\u00f3gica sist\u00e9mica e p\u00f3s-colonial da Am\u00e9rica Latina]"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p>O estudo \u201c<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2021.64.1.229\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Por uma Sociologia Sist\u00eamica P\u00f3s-Colonial da Am\u00e9rica Latina<\/a>\u201d prop\u00f5e uma teoria sociol\u00f3gica sist\u00eamica p\u00f3s-colonial para analisar a Am\u00e9rica Latina enquanto regi\u00e3o da sociedade mundial moderna. O autor toma a teoria da sociedade de Niklas Luhmann como ponto de partida para este esfor\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, que consiste em combinar a an\u00e1lise da unidade da sociedade mundial com a considera\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as e variedades regionais constru\u00eddas em seu interior. Para alcan\u00e7ar este objetivo o estudo identifica e prop\u00f5e solu\u00e7\u00e3o para um problema fundamental na teoria da diferencia\u00e7\u00e3o funcional da sociedade formulada por Luhmann: Sua descri\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade moderna enxerga somente um processo de diferencia\u00e7\u00e3o funcional singular e interno \u00e0 Europa, desconsiderando, como os p\u00f3s-coloniais costumam dizer, o papel da \u201cdiferen\u00e7a colonial\u201d na constitui\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o para a modernidade. Para compreender a globalidade das diferen\u00e7as regionais, a teoria dos sistemas precisa n\u00e3o apenas investir em estudos sobre a globaliza\u00e7\u00e3o dos sistemas funcionais a partir do s\u00e9culo XIX, tendo a Europa como o n\u00facleo difusor dos processos sociais globais, mas sobretudo questionar e revisar sua descri\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria transi\u00e7\u00e3o para a sociedade moderna, realizando uma profunda autocr\u00edtica.<\/p>\n<p>Por isso, o autor prop\u00f5e rever a tese da transi\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade mundial funcionalmente diferenciada a fim de escapar da narrativa da singularidade ocidental, segundo a qual outras regi\u00f5es recebem, sempre de fora para dentro, estruturas sociais e sem\u00e2nticas gestadas primeiramente na Europa. A ideia \u00e9 recontar a hist\u00f3ria da modernidade, substituindo a narrativa \u00fanica de uma diferencia\u00e7\u00e3o funcional desenvolvida inicialmente no interior da Europa e depois expandida para o resto do mundo por narrativas plurais sobre a experi\u00eancia de cada contexto \u201cgeo-hist\u00f3rico\u201d como parte do desenvolvimento \u201centrela\u00e7ado\u201d e \u201cm\u00faltiplo\u201d de sistemas funcionais globais. O di\u00e1logo com a cr\u00edtica \u201cp\u00f3s-colonial\u201d conduz o autor \u00e0 tese de que, tamb\u00e9m na teoria dos sistemas, \u00e9 necess\u00e1rio reescrever a hist\u00f3ria do ocidente a partir das rela\u00e7\u00f5es e diferen\u00e7as que o constitu\u00edram.<\/p>\n<div id=\"attachment_8445\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p>O argumento principal \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel propor uma recep\u00e7\u00e3o da teoria da sociedade mundial de Luhmann que corrija seus componentes euroc\u00eantricos, permitindo construir uma concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o culturalista e n\u00e3o essencialista da Am\u00e9rica Latina. Processos e estruturas da regionaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados como varia\u00e7\u00f5es normais da modernidade global, e esta, por sua vez, enquanto din\u00e2mica societ\u00e1ria diferenciada e n\u00e3o estacion\u00e1ria. Nesta recep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da sociologia de Luhmann, a constru\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina como regionaliza\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica e estrutural deixa de ser vista como desvio, sob o signo da falta, da modernidade plena de outras regi\u00f5es. A modernidade contempor\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 identificada com nenhuma regi\u00e3o espec\u00edfica do planeta, embora se reconhe\u00e7a a centralidade da Europa em sua emerg\u00eancia. Todas as regi\u00f5es, assim como outras configura\u00e7\u00f5es estruturais, se constroem a partir da modernidade global, na qual estruturas neocoloniais se reproduzem, mas n\u00e3o constituem um sistema unit\u00e1rio como nas rela\u00e7\u00f5es coloniais do passado pr\u00e9-moderno, e sim um conjunto de rela\u00e7\u00f5es centro\/periferia fragmentadas pela l\u00f3gica da diferencia\u00e7\u00e3o funcional da sociedade. O unitarismo estrutural caracter\u00edstico do colonialismo, com sua rela\u00e7\u00e3o entre \u201ccentro\u201d e \u201cperiferia\u201d v\u00e1lida em todas as dimens\u00f5es, \u00e9 rompido pela diferencia\u00e7\u00e3o funcional, que imp\u00f5e uma fragmenta\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o centro\/periferia em m\u00faltiplas diferen\u00e7as entre \u201ccentros\u201d e \u201cperiferias\u201d no interior dos distintos sistemas funcionais.<\/p>\n<p>Para o autor, a diferencia\u00e7\u00e3o funcional n\u00e3o apenas fragmenta e rompe com o primado da colonialidade; ela tamb\u00e9m produz o horizonte e as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade de cr\u00edtica e transforma\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica e estrutural das assimetrias entre povos, Estados e na\u00e7\u00f5es. Ele identifica um deficit de autorreflex\u00e3o no p\u00f3s-colonialismo, que pretende fazer uma cr\u00edtica \u201cexterna\u201d da modernidade\/colonialidade, como se o horizonte normativo de uma \u201chumanidade compartilhada\u201d, que tamb\u00e9m orienta em \u00faltima inst\u00e2ncia a cr\u00edtica p\u00f3s-colonial, n\u00e3o dependesse de uma forma\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na qual a colonialidade n\u00e3o \u00e9 a forma prim\u00e1ria, necess\u00e1ria e naturalizada de constitui\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es e unidades sociais. O ponto central \u00e9 que a diferencia\u00e7\u00e3o funcional da sociedade mundial produz a conting\u00eancia das estruturas de desigualdade social em toda as suas formas: A refer\u00eancia ao ideal de que \u201csomos todos humanos\u201d \u00e9 uma fonte conhecida da sem\u00e2ntica moderna da inclus\u00e3o de todas as pessoas nos sistemas funcionais\u00a0 de uma sociedade p\u00f3s-tradicional e p\u00f3s-colonial, na qual diferen\u00e7as ontol\u00f3gicas entre pessoas, grupos, povos, na\u00e7\u00f5es, classes, g\u00eaneros, etnias etc. podem ser observadas como constru\u00e7\u00f5es contingentes e arbitr\u00e1rias pass\u00edveis de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rCn8pRukung\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h3>Para ler o artigo, acesse<\/h3>\n<p>DUTRA, R. Por uma Sociologia Sist\u00eamica P\u00f3s-Colonial da Am\u00e9rica Latina.\u00a0<em>Dados\u00a0<\/em>[online]. 2021, vol.64, no.01 [viewed\u00a028 September 2021].\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2021.64.1.229\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2021.64.1.229<\/a>. Available from:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0011-52582021000100206&amp;lng=en&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0011-52582021000100206&amp;lng=en&amp;nrm=iso<\/a><\/p>\n<h3>Links externos<\/h3>\n<p>Dados \u2013 Revista de Ci\u00eancias Sociais \u2013 DADOS:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/dados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.scielo.br\/dados<\/a><\/p>\n<p>P\u00e1gina Institucional do Peri\u00f3dico:\u00a0<a href=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto foi originalmente publicado na semana especial SciELO em Perspectiva: Humanas, 2021. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/humanas.blog.scielo.org\/blog\/2021\/09\/29\/por-uma-teoria-sociologica-sistemica-e-pos-colonial-da-america-latina\/#.YZepRr3MK3I\">https:\/\/humanas.blog.scielo.org\/blog\/2021\/09\/29\/por-uma-teoria-sociologica-sistemica-e-pos-colonial-da-america-latina\/#.YZepRr3MK3I<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.O estudo \u201cPor uma Sociologia Sist\u00eamica P\u00f3s-Colonial da Am\u00e9rica Latina\u201d prop\u00f5e uma teoria sociol\u00f3gica sist\u00eamica p\u00f3s-colonial para analisar a Am\u00e9rica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":2205,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[6],"tags":[72],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203"}],"collection":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2203"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2206,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2203\/revisions\/2206"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}