{"id":2185,"date":"2021-11-19T13:24:22","date_gmt":"2021-11-19T13:24:22","guid":{"rendered":"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=2185"},"modified":"2021-11-19T13:26:09","modified_gmt":"2021-11-19T13:26:09","slug":"simbolos-nacionais-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/simbolos-nacionais-copa\/","title":{"rendered":"Semana SciELO [Remodelando S\u00edmbolos Nacionais durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimp\u00edadas de 2016]"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2185\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p>Como s\u00e3o forjados os s\u00edmbolos nacionais? O que faz com que possamos identificar em s\u00edmbolos aleat\u00f3rios um sentido de pertencimento a uma na\u00e7\u00e3o? Essas perguntas atravessam a hist\u00f3ria das ci\u00eancias sociais ao menos desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX. Uma das formas de abord\u00e1-las \u00e9 pensar sobre seus criadores, entendendo a identidade nacional n\u00e3o como algo natural, intr\u00ednseco a um povo, mas como uma obra, um processo de constru\u00e7\u00e3o no qual se envolvem agentes e institui\u00e7\u00f5es. Esse entendimento nos permitiu entender o papel dos intelectuais no forjamento dos s\u00edmbolos nacionais brasileiros no come\u00e7o do s\u00e9culo XX em um momento no qual o Estado-na\u00e7\u00e3o tinha o monop\u00f3lio de sentido da identidade nacional e no qual a na\u00e7\u00e3o se produzia internamente ao espa\u00e7o nacional.<\/p>\n<p>O artigo \u201c<a href=\"http:\/\/ref.scielo.org\/2xx8wp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Mem\u00f3ria Nacional Globalizada: As Condi\u00e7\u00f5es Sociais de Produ\u00e7\u00e3o Simb\u00f3lica da Na\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d repete as perguntas cl\u00e1ssicas, mas assume que elas devem ser respondidas agora levando-se em considera\u00e7\u00e3o um novo contexto. Partindo de an\u00e1lises emp\u00edricas feitas, em especial, durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimp\u00edadas de 2016, o autor prop\u00f5e que a globaliza\u00e7\u00e3o modifica a forma de produ\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da na\u00e7\u00e3o. Em seu texto \u00e9 demonstrado que, ao contr\u00e1rio de algumas an\u00e1lises da d\u00e9cada de 1990, a na\u00e7\u00e3o n\u00e3o desaparece na globaliza\u00e7\u00e3o; ao contr\u00e1rio, a na\u00e7\u00e3o forma seu imagin\u00e1rio. Em qualquer lugar que estamos, ao mesmo tempo em que somos expostos a s\u00edmbolos desterritorializados tamb\u00e9m somos expostos a conjunto infinito de s\u00edmbolos nacionais. Como o autor afirma no texto, \u201cUma pessoa que viaja pelo mundo espera encontrar, especialmente nas cidades globais, uma s\u00e9rie de s\u00edmbolos desterritorializados: pessoas que falam ingl\u00eas, aeroportos com certos sinais e rotinas, determinados padr\u00f5es de hot\u00e9is, certo conhecimento de astros do pop, de celebridades globais e de filmes de Hollywood, etc. Mas tamb\u00e9m espera encontrar um restaurante chin\u00eas, um \u201ct\u00edpico\u201d dine-inn norte-americano que sirva hamb\u00fargueres, uma loja de mang\u00e1s, uma feira com um estande de roupas indianas e outro com sess\u00e3o de m\u00fasica brasileira. E isso independente de estar na China, nos Estados Unidos, no Jap\u00e3o, na \u00cdndia ou no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Isso significa que a produ\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o se desloca. Agora, ela n\u00e3o se d\u00e1 exclusivamente no espa\u00e7o nacional, sob monop\u00f3lio do Estado-na\u00e7\u00e3o, mas em fluxos globais. O autor argumenta, assim, que surgem mem\u00f3rias nacionais que s\u00e3o compartilhadas globalmente, ou seja, um conjunto de s\u00edmbolos nacionais que n\u00e3o s\u00e3o mais ligados a um espa\u00e7o nacional, mas que forma nossa pr\u00f3pria mem\u00f3ria coletiva global. Essa no\u00e7\u00e3o permite que o autor investigue quem s\u00e3o os art\u00edfices dessa mem\u00f3ria nacional globalizada e quais os meios de sua produ\u00e7\u00e3o. Com base em sua pesquisa emp\u00edrica, o autor demonstra que essa mem\u00f3ria tem nas ind\u00fastrias culturais e na cultura de consumo um novo e primordial meio de propaga\u00e7\u00e3o. Ainda, o texto nos apresenta os art\u00edfices transnacionais, especialistas em produ\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da na\u00e7\u00e3o, tais como publicit\u00e1rios de marca-na\u00e7\u00e3o, diretores de obras audiovisuais, arquitetos de obras em megaeventos, chefes de cozinha, etc.<\/p>\n<h3>Para ler o artigo, acesse<\/h3>\n<p>NICOLAU, M. A Mem\u00f3ria Nacional Globalizada: As Condi\u00e7\u00f5es Sociais de Produ\u00e7\u00e3o Simb\u00f3lica da Na\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>Dados\u00a0<\/em>[online]. 2021, vol.64, no.03\u00a0[viewed 27 September 2021].\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2021.64.3.241\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/dados.2021.64.3.241<\/a>. Available from:\u00a0<a href=\"http:\/\/ref.scielo.org\/2xx8wp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/ref.scielo.org\/2xx8wp<\/a><\/p>\n<h3>Links externos<\/h3>\n<p>Dados \u2013 Revista de Ci\u00eancias Sociais:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/dados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.scielo.br\/dados<\/a><\/p>\n<p>Michel Nicolau Netto:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ifch.unicamp.br\/ifch\/colaboradores\/pos-sociologia\/638\/Michel-Nicolau-Netto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ifch.unicamp.br\/ifch\/colaboradores\/pos-sociologia\/638\/Michel-Nicolau-Netto<\/a><\/p>\n<p>P\u00e1gina Institucional do Peri\u00f3dico:\u00a0<a href=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto foi originalmente publicado na semana especial SciELO em Perspectiva: Humanas, 2021. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/humanas.blog.scielo.org\/blog\/2021\/09\/28\/remodelando-simbolos-nacionais-durante-a-copa-do-mundo-de-futebol-de-2014-e-as-olimpiadas-de-2016\/#.YZej773MK3I\">https:\/\/humanas.blog.scielo.org\/blog\/2021\/09\/28\/remodelando-simbolos-nacionais-durante-a-copa-do-mundo-de-futebol-de-2014-e-as-olimpiadas-de-2016\/#.YZej773MK3I<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.Como s\u00e3o forjados os s\u00edmbolos nacionais? 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