{"id":1741,"date":"2020-06-19T15:47:06","date_gmt":"2020-06-19T15:47:06","guid":{"rendered":"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=1741"},"modified":"2020-06-19T16:18:25","modified_gmt":"2020-06-19T16:18:25","slug":"confinamento-em-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/confinamento-em-angola\/","title":{"rendered":"Efeitos Econ\u00f4micos e Sociais do Confinamento Social em Angola: resultados preliminares"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1741\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.<\/p><p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>Os dados preliminares do question\u00e1rio online realizado no \u00e2mbito do Projeto Efeitos Econ\u00f4micos e Sociais do Confinamento Social em Angola, promovido pelo Centro de Estudos Jur\u00eddicos, Econ\u00f4micos e Sociais (CEJES) da Universidade Agostinho Neto (UAN) de Angola, que registou 1211 respostas v\u00e1lidas, no per\u00edodo entre 20 de abril e 4 de maio de 2020, quando se iniciou a segunda fase do Estado de Emerg\u00eancia em Angola, revelam que 91% dos que responderam alteraram as suas formas de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo, 87% assumiram mudan\u00e7as na atividade laboral e profissional, 81% nas pr\u00e1ticas de consumo, 80% nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais, enquanto as transforma\u00e7\u00f5es no perfil da procura e nos meios de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o receberam o menor n\u00famero de ocorr\u00eancias (65%). Este texto faz uma breve descri\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o da Covid-19 no pa\u00eds e do modo como o Governo angolano tem respondido \u00e0 crise de sa\u00fade p\u00fablica e apresenta sinteticamente os objetivos, a abordagem metodol\u00f3gica, os procedimentos, bem como os resultados esperados do projeto.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de apurar em que medida os respondentes estariam ou n\u00e3o a acatar as restri\u00e7\u00f5es de mobilidade e as medidas de preven\u00e7\u00e3o e higiene recomendadas pelas autoridades administrativas e sanit\u00e1rias, o question\u00e1rio procurou perceber tamb\u00e9m os efeitos, e eventuais mudan\u00e7as, que o confinamento produziu sobre as pessoas em cinco diferentes dimens\u00f5es: (1) pr\u00e1ticas de consumo; (2) modos de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo; (3) rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais; (4) uso dos servi\u00e7os p\u00fablicos; (5) e perfil de procura e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Ter\u00e3o todos os entrevistados lidado com esta nova realidade de igual modo, ou ser\u00e1 que vari\u00e1veis como o sexo, a idade, a escolaridade, a \u00e1rea de resid\u00eancia, entre outras, determinaram diferentes respostas? Os resultados revelam que o contexto tem um papel importante, que os efeitos econ\u00f4micos e sociais s\u00e3o assim\u00e9tricos e que n\u00e3o h\u00e1 uniformidade de opini\u00f5es mesmo entre segmentos de respondentes homog\u00eaneos.<\/p>\n<p>A partir dos resultados do question\u00e1rio, na conclus\u00e3o \u00e9 enunciado um conjunto de eixos de an\u00e1lise que emergem como significantes e que ser\u00e3o objeto de explora\u00e7\u00e3o mais aprofundada, com o suporte de dados adicionais obtidos atrav\u00e9s de outros procedimentos de coleta de informa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, s\u00e3o tecidas algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a relev\u00e2ncia, pertin\u00eancia e atualidade das respostas obtidas na pesquisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O novo coronav\u00edrus se tornou abruptamente uma crise sanit\u00e1ria, econ\u00f4mica, financeira e social globalizada. Segundo o secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), Angel Gurr\u00eda, a pandemia de Covid-19 \u00e9 o terceiro choque econ\u00f4mico, financeiro e social do s\u00e9culo XXI, depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, e da crise financeira global de 2008. Como consequ\u00eancias da r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o e dos efeitos da doen\u00e7a, Gurr\u00eda enumerou a suspens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses afetados, com repercuss\u00f5es nas cadeias mundiais de abastecimento, e uma forte quebra no consumo. Pressionadas pelos efeitos da redu\u00e7\u00e3o da procura global e do confinamento social, as economias mundiais est\u00e3o j\u00e1 a sofrer o impacto da crise da pandemia, sendo aguardadas a contra\u00e7\u00e3o do PIB, o aumento do d\u00e9ficit p\u00fablico, o crescimento do desemprego, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial e a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se os efeitos econ\u00f4micos se mostram severos, n\u00e3o menos importantes ser\u00e3o os impactos sociais refletidos, entre outras dimens\u00f5es, no aumento dos n\u00edveis de desemprego e de precariedade do trabalho, no crescimento da pobreza e da vulnerabilidade social, mas tamb\u00e9m em altera\u00e7\u00f5es nas pr\u00e1ticas institucionais, na concretiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es laborais, nos processos educativos, nos comportamentos de consumo, nos modos e instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es humanas em geral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Covid-19 em Angola e a resposta do Executivo Governamental<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima confer\u00eancia para atualiza\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o da Covid-19 em Angola, realizada em 30 de maio de 2020, o Secret\u00e1rio de Estado para a Sa\u00fade P\u00fablica apresentou os seguintes dados: o pa\u00eds registava, at\u00e9 a presente data, 84 casos positivos, dos quais quatro resultaram em \u00f3bitos, 18 recuperados e 59 ativos, com um paciente que carece de cuidados especiais. Entre os infectados constam duas crian\u00e7as de um e dois meses de idade. As autoridades sanit\u00e1rias est\u00e3o a seguir 455 casos suspeitos e 1.140 contactos dos casos suspeitos O primeiro caso entre os angolanos foi anunciado em 23 de mar\u00e7o. Mas antes mesmo disso, o Executivo institu\u00edra medidas para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Num primeiro momento, a resposta governamental foi a proibi\u00e7\u00e3o de entrada em territ\u00f3rio angolano de todas as pessoas provenientes dos pa\u00edses mais afetados com a epidemia, como eram os casos da Rep\u00fablica Popular da China, Coreia do Sul, Ir\u00e3 e It\u00e1lia. A decis\u00e3o foi tomada pela Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, atrav\u00e9s de um decreto, que foi justificado pela necessidade da preven\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do novo coronav\u00edrus no pa\u00eds. Posteriormente, o n\u00famero de pa\u00edses foi sendo atualizado at\u00e9 ter sido determinado o fechamento geral das fronteiras.<\/p>\n<p>Angola bloqueou as fronteiras a\u00e9reas, terrestres e mar\u00edtimas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pessoas a partir das 00h00 de 20 de mar\u00e7o por 15 dias, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo em fun\u00e7\u00e3o do comportamento da pandemia de Covid-19, segundo um decreto presidencial promulgado no dia 18 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Num segundo momento, o PR decretou o Estado de Emerg\u00eancia, por um per\u00edodo de 15 dias (de 26 de Abril a 10 de Maio), onde se estabeleceram restri\u00e7\u00f5es de mobilidade e atividades econ\u00f4micas como forma de promover o distanciamento social. Destacam-se, dentre as m\u00faltiplas restri\u00e7\u00f5es impostas, as que impactam de forma mais direta sobre as atividades informais, face \u00e0 extens\u00e3o desse setor na economia angolana.<\/p>\n<p>Para compensar a perda de rendimentos associada \u00e0s medidas e ao contexto de crise, foi acelerada a cria\u00e7\u00e3o de um Programa de Transfer\u00eancias Monet\u00e1rias, no \u00e2mbito do Programa de Fortalecimento da Prote\u00e7\u00e3o Social em Angola, cuja fase piloto estava prevista para come\u00e7ar em maio deste ano, com o plano de beneficiar com 8.500 kwanzas<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> (aproximadamente 14,76 USD), cada uma das 1.608.000 (um milh\u00e3o e seiscentos e oito mil) fam\u00edlias identificadas na pesquisa sobre pobreza multidimensional nos munic\u00edpios, realizada em 2018. Uma outra iniciativa, oriunda do Minist\u00e9rio da A\u00e7\u00e3o Social, Fam\u00edlia e Igualdade no G\u00eanero \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o, em alguns munic\u00edpios, a conjuntos de fam\u00edlias, de uma cesta b\u00e1sica para suprir as suas dificuldades alimentares, que \u00e9 constitu\u00edda por arroz, feij\u00e3o, a\u00e7\u00facar, sal, massa e \u00f3leo. Al\u00e9m disso, est\u00e3o a ser entregues tamb\u00e9m produtos de higiene, como lix\u00edvia (\u00e1gua sanit\u00e1ria) e sab\u00e3o para que as a\u00e7\u00f5es preventivas contra o cont\u00e1gio possam ser realizadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 num terceiro momento, o Estado de Emerg\u00eancia foi prorrogado por um novo per\u00edodo de 15 dias (de 11 a 25 de Maio), com alguma flexibiliza\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es fixadas nos primeiros quinze dias. Por fim, um quarto momento ocorreu com a recente entrada em vigor do Estado de Calamidade (no dia 26 de Maio), na sequ\u00eancia da aprova\u00e7\u00e3o em tempo recorde de uma nova lei da Prote\u00e7\u00e3o Civil, e o subsequente afrouxamento de diversas restri\u00e7\u00f5es, permitindo o in\u00edcio de uma fase de desconfinamento que se planeja gradual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Projeto Efeitos Econ\u00f4micos e Sociais do Confinamento Social em Angola<\/strong><\/p>\n<p>O projeto foi lan\u00e7ado pelo CEJES-UAN para \u00a0efetuar uma primeira leitura sobre os efeitos econ\u00f4micos e sociais do confinamento social. Para al\u00e9m do \u00a0question\u00e1rio \u00a0online foi realizado um conjunto de <em>webinars<\/em> com dez palestrantes (psic\u00f3logos, soci\u00f3logos, economistas, juristas, atores relevantes da sociedade civil) divulgados atrav\u00e9s da rede social Facebook. Ser\u00e1 lan\u00e7ado um segundo question\u00e1rio online, um m\u00eas ap\u00f3s o final da temporada de isolamento obrigat\u00f3ria. com o objetivo de \u00a0medir continuidades e diferen\u00e7as de opini\u00f5es e atitudes, bem como de esbo\u00e7ar as pr\u00e1ticas sociais associadas ao regresso a uma \u201cnova normalidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados preliminares do question\u00e1rio online aplicado durante o per\u00edodo de confinamento<\/strong><\/p>\n<p>A amostra totalizou <strong>1211 respondentes<\/strong>, dos quais 46% eram mulheres e 56% homens. Entre eles, a faixa et\u00e1ria com 55 ou mais anos foi a menos representada na amostra (11%), que foi majoritariamente constitu\u00edda por pessoas com idade entre os 25 e 44 anos (59%), sobretudo os indiv\u00edduos entre os 35 e 44 anos (34%). A maioria significativa dos entrevistados (71%) declarou ter gradua\u00e7\u00e3o (licenciatura, 59%) ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (mestrado ou doutorado, 12%), enquanto 24% afirmaram frequentar o ensino superior. Em rela\u00e7\u00e3o ao estado civil, os principais respondentes s\u00e3o os casados (41%), seguidos dos solteiros (40%) ou dos que est\u00e3o em uni\u00f5es de facto (11%). Dominam os que integram agregados familiares de 4 a 6 membros (46%) ou de 1 a 3 membros (39%), com apenas 4% fazendo parte de agregados familiares muito numerosos, de 10 ou mais membros. A maioria dos respondentes professa a religi\u00e3o cat\u00f3lica (51%), uma parte significativa s\u00e3o protestantes (29%) e um percentual n\u00e3o negligenci\u00e1vel assumiu n\u00e3o ter religi\u00e3o (15% ). A Prov\u00edncia de Luanda (87%) domina o local de resid\u00eancia dos entrevistados. Benguela, Lunda Norte, Huambo e Hu\u00edla, por sua vez, representam 8% da amostra, e as outras prov\u00edncias e a di\u00e1spora \u00a0apenas 5%. Vale mencionar que foram recebidas respostas com origem em 16 das 18 prov\u00edncias angolanas. Quanto \u00e0 \u00e1rea de resid\u00eancia, 79% residem na \u00e1rea urbana, 18% na \u00e1rea periurbana e apenas 3% na \u00e1rea rural.<\/p>\n<p>No que toca ao <strong>cumprimento das restri\u00e7\u00f5es de mobilidade e das medidas de preven\u00e7\u00e3o e higiene<\/strong>, os resultados apurados revelam que 86% declararam ter obedecido rigorosamente \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de mobilidade determinadas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas de higiene e preven\u00e7\u00e3o de contamina\u00e7\u00e3o, por outro lado, 91% da amostra assumiu que sempre lava as m\u00e3os, 74% das pessoas mant\u00eam recorrente uso do \u00e1lcool gel, 57% realiza a desinfec\u00e7\u00e3o de objetos de uso cotidiano e apenas 47% usa m\u00e1scaras faciais com frequ\u00eancia.<\/p>\n<table style=\"height: 191px; width: 793px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 77px; border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 129.609px; height: 77px;\"><\/td>\n<td style=\"width: 125.219px; text-align: center; height: 77px;\"><strong>Uso de m\u00e1scaras faciais<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 141.219px; text-align: center; height: 77px;\"><strong>Desinfec\u00e7\u00e3o de objetos de uso corrente<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 156.219px; text-align: center; height: 77px;\"><strong>Higieniza\u00e7\u00e3o frequente das m\u00e3os<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 183.609px; text-align: center; height: 77px;\"><strong>Uso de \u00e1lcool gel<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 25px;\">\n<td style=\"width: 129.609px; height: 25px; text-align: center;\"><strong>Sempre <\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 125.219px; height: 25px; text-align: center;\">47%<\/td>\n<td style=\"width: 141.219px; height: 25px; text-align: center;\">57%<\/td>\n<td style=\"width: 156.219px; height: 25px; text-align: center;\">91%<\/td>\n<td style=\"width: 183.609px; height: 25px; text-align: center;\">74%<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 25px; border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 129.609px; height: 25px; text-align: center;\"><strong>Algumas vezes<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 125.219px; height: 25px; text-align: center;\">31%<\/td>\n<td style=\"width: 141.219px; height: 25px; text-align: center;\">27%<\/td>\n<td style=\"width: 156.219px; height: 25px; text-align: center;\">8%<\/td>\n<td style=\"width: 183.609px; height: 25px; text-align: center;\">21%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre os <strong>principais efeitos do confinamento social<\/strong>, os respondentes apontaram mudan\u00e7as nos seguintes aspectos: formas de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo (91%), atividade laboral e profissional (87%), pr\u00e1ticas de consumo (81%), e rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais (80%). As transforma\u00e7\u00f5es no perfil da procura e nos meios de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o receberam o menor n\u00famero de ocorr\u00eancias (65%).<\/p>\n<table style=\"width: 671px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 104px; text-align: center;\" width=\"103\"><strong>Mudan\u00e7as na atividade <\/strong><strong>profissional<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 107px; text-align: center;\" width=\"79\"><strong>Mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas de consumo<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 107px; text-align: center;\" width=\"86\"><strong>Mudan\u00e7as nos modos de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 127px; text-align: center;\" width=\"89\"><strong>Mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 150px; text-align: center;\" width=\"76\"><strong>Mudan\u00e7as no perfil da procura e meios de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 206px; text-align: center;\" width=\"76\"><strong>Mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es com as institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 104px; text-align: center;\" width=\"103\">87%<\/td>\n<td style=\"width: 107px; text-align: center;\" width=\"79\">81%<\/td>\n<td style=\"width: 107px; text-align: center;\" width=\"86\">91%<\/td>\n<td style=\"width: 127px; text-align: center;\" width=\"89\">80%<\/td>\n<td style=\"width: 150px; text-align: center;\" width=\"76\">65%<\/td>\n<td style=\"width: 206px; text-align: center;\" width=\"76\">76%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do total dos respondentes da amostra, 726 afirmaram desempenhar atividades essenciais, enquanto 426 declararam estar integrados em atividades n\u00e3o autorizadas no quadro das interdi\u00e7\u00f5es decretadas pelo Estado de Emerg\u00eancia. Os dados revelaram que 53% dos entrevistados se encontravam em situa\u00e7\u00e3o de teletrabalho, 9% em trabalho presencial por turnos e 38% em trabalho convencional. Observando as mudan\u00e7as constatadas nas <strong>pr\u00e1ticas de consumo<\/strong>, os respondentes acataram as regras de preven\u00e7\u00e3o e higiene associadas aos atos de consumo (97%), reduziram a frequ\u00eancia dos deslocamentos para efetuar compras (93%) e passaram a gastar uma maior fatia dos respectivos or\u00e7amentos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de bens essenciais (73%); a op\u00e7\u00e3o pela compra de maiores quantidades em cada desloca\u00e7\u00e3o (55%) e a altera\u00e7\u00e3o dos locais habituais de abastecimento (54%) foram tamb\u00e9m relatadas por mais de metade das pessoas, registrando-se que apenas 50% dos inquiridos declarou ter reduzido as despesas de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<table style=\"width: 709px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 125px; text-align: center;\" width=\"113\"><strong>Menor frequ\u00eancia\u00a0 de deslocamentos para compras<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 87px; text-align: center;\" width=\"95\"><strong>Redu\u00e7\u00e3o das despesas de consumo<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 132px; text-align: center;\" width=\"113\"><strong>Compra de maiores quantidades em cada deslocamento<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 140px; text-align: center;\" width=\"85\"><strong>Impacto no rendimento de aquisi\u00e7\u00e3o de bens essenciais<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 97px; text-align: center;\" width=\"90\"><strong>Altera\u00e7\u00e3o dos locais habituais de abastecimento<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 215px; text-align: center;\" width=\"71\"><strong>Pr\u00e1ticas de medidas de preven\u00e7\u00e3o e higiene<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 125px; text-align: center;\" width=\"113\">93%<\/td>\n<td style=\"width: 87px; text-align: center;\" width=\"95\">50%<\/td>\n<td style=\"width: 132px; text-align: center;\" width=\"113\">55%<\/td>\n<td style=\"width: 140px; text-align: center;\" width=\"85\">73%<\/td>\n<td style=\"width: 97px; text-align: center;\" width=\"90\">54%<\/td>\n<td style=\"width: 215px; text-align: center;\" width=\"71\">93%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre as mudan\u00e7as nos <strong>modos de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo,<\/strong> os entrevistados declararam ter aumentado o tempo dedicado \u00e0s atividades dom\u00e9sticas (91%), comunica\u00e7\u00e3o com familiares e amigos (82%), presta\u00e7\u00e3o de apoio aos familiares (60%) e lazer\/entretenimento (55%). Mais reduzido foi o percentual dos respondentes que incrementaram o tempo despendido em atividade f\u00edsica\/desportiva (33%) e atividade estudantil (37%).<\/p>\n<table style=\"border-color: #000000; width: 613px;\" border=\"1\" width=\"613\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"text-align: center; width: 125px; height: 181px;\" width=\"70\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade profissional<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 107px; height: 181px;\" width=\"70\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade estudantil<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 121px; height: 181px;\" width=\"76\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades dom\u00e9sticas<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 109px; height: 181px;\" width=\"69\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 45px; height: 181px;\" width=\"101\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o a lazer e entretenimento<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 124px; height: 181px;\" width=\"72\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade f\u00edsica e desportiva<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 157px; height: 181px;\" width=\"86\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o com familiares e amigos<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 166px; height: 181px;\" width=\"69\"><strong>Maior tempo de dedica\u00e7\u00e3o ao apoio a familiares<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"text-align: center; width: 125px; height: 68px;\" width=\"70\">43%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 107px; height: 68px;\" width=\"70\">37%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 121px; height: 68px;\" width=\"76\">91%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 109px; height: 68px;\" width=\"69\">41%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 45px; height: 68px;\" width=\"101\">55%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 124px; height: 68px;\" width=\"72\">33%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 157px; height: 68px;\" width=\"86\">82%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 166px; height: 68px;\" width=\"69\">60%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as nas <strong>rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais<\/strong>, a preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade e seguran\u00e7a dos familiares e redes sociais de perten\u00e7a emergiu como o dado mais expressivo, com 97% de respostas garantindo o cumprimento das regras de distanciamento, higiene e preven\u00e7\u00e3o. Uma percentagem relevante dos respondentes (92%) reconheceu ter feito uso, com mais frequ\u00eancia e durante mais tempo, das op\u00e7\u00f5es proporcionadas pelas novas ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o e as redes sociais, ter aproveitado melhor o tempo para conhecer necessidades de familiares e amigos (70%), ter participado mais nas tarefas dom\u00e9sticas (76%) e ter usado o tempo para atividades l\u00fadicas com familiares (58%).<\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"text-align: center; width: 135px;\" width=\"161\"><strong>Cumprimento de regras de distanciamento, higiene e preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 117px;\" width=\"94\"><strong>Maior recurso \u00e0s tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 185px;\" width=\"123\"><strong>Maior investimento no conhecimento das necessidades de familiares e amigos<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 172px;\" width=\"85\"><strong>Mais tempo despendido em atividades l\u00fadicas com familiares<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 192px;\" width=\"95\"><strong>Maior partilha das tarefas dom\u00e9sticas<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"text-align: center; width: 135px;\" width=\"161\">97%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 117px;\" width=\"94\">92%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 185px;\" width=\"123\">70%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 172px;\" width=\"85\">58%<\/td>\n<td style=\"text-align: center; width: 192px;\" width=\"95\">76%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0s mudan\u00e7as no <strong>perfil da procura e meios de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o<\/strong>, 90% da amostra assumiu ter feito pesquisa espec\u00edfica sobre a Covid-19, enquanto 82% afirmou ter continuado a procurar informa\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter geral. As redes sociais (88%)\u00a0 suplantaram a r\u00e1dio e a tv (85%) como principal meio de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table style=\"height: 208px; border-color: #000000; width: 800px;\" border=\"1\" width=\"800\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 167px; text-align: center;\"><strong>Maior procura de informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a Covid-19<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 142px; text-align: center;\"><strong>Maior procura de informa\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter geral<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 143px; text-align: center;\"><strong>Maior uso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o convencionais (r\u00e1dio e tv)<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 184px; text-align: center;\"><strong>Maior uso dos portais informativos<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 164px; text-align: center;\"><strong>Maior uso das redes sociais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 167px; text-align: center;\">19%<\/td>\n<td style=\"width: 142px; text-align: center;\">82%<\/td>\n<td style=\"width: 143px; text-align: center;\">85%<\/td>\n<td style=\"width: 184px; text-align: center;\">83%<\/td>\n<td style=\"width: 164px; text-align: center;\">88%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Finalmente, no que concerne \u00e0s mudan\u00e7as no <strong>uso dos servi\u00e7os p\u00fablicos,<\/strong> 91% dos inquiridos reconheceu ter feito menor uso dos servi\u00e7os p\u00fablicos (licenciamentos, notariado, tribunais, etc.) uma vez que grande parte deles estava a funcionar em regime muito condicionado. Os que tiveram necessidade de aceder a esses servi\u00e7os fizeram-no sobretudo atrav\u00e9s das plataformas digitais (77%) que as institui\u00e7\u00f5es possuem, ou que colocaram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os durante o per\u00edodo de confinamento.<\/p>\n<table style=\"height: 81px; border-color: #000000; width: 460px;\" border=\"1\" width=\"460\">\n<tbody>\n<tr style=\"border-color: #000000;\">\n<td style=\"width: 236px; text-align: center;\"><strong>Menor uso dos servi\u00e7os p\u00fablicos<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 224px; text-align: center;\"><strong>Maior uso das plataformas digitais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 236px; text-align: center;\">91%<\/td>\n<td style=\"width: 224px; text-align: center;\">77%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eixos anal\u00edticos para aprofundamento e discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A partir dos resultados preliminares desta pesquisa \u00e9 poss\u00edvel apontar alguns elementos sobre o contexto angolano:<\/p>\n<p>&#8211; forte impulso \u00e0 presen\u00e7a do digital no cotidiano, com a acelera\u00e7\u00e3o da apropria\u00e7\u00e3o \u201cfor\u00e7ada\u201d pelo confinamento da tecnologia e das suas ferramentas, com car\u00e1ter transversal \u00e0s diferentes dimens\u00f5es da vida social (no trabalho, no ensino, na comunica\u00e7\u00e3o, no lazer, nas intera\u00e7\u00f5es pessoais);<\/p>\n<p>&#8211; novas percep\u00e7\u00f5es dos seguintes aspectos: o trabalho e seus modos de execu\u00e7\u00e3o (bem evidentes nas vantagens e desvantagens do teletrabalho); a habita\u00e7\u00e3o e as formas do seu usufruto; as formas racionais de arbitragem de ocupa\u00e7\u00e3o do tempo individual e coletivo;<\/p>\n<p>&#8211; reconfigura\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais, das express\u00f5es afetivas e dos modos de convivialidade, associadas ao imperativo de distanciamento f\u00edsico; implica\u00e7\u00f5es sobre as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero associadas a uma atitude mais cooperativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades dom\u00e9sticas; tens\u00f5es entre a maior proximidade resultante de mais tempo partilhado em comum e o isolamento gerado pela crescente onipresen\u00e7a dos gadgets tecnol\u00f3gicos;<\/p>\n<p>&#8211; revaloriza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade como vari\u00e1vel central da qualidade de vida, potencialmente correlacionada com alguma reformula\u00e7\u00e3o de valores e mentalidades no sentido de uma maior consci\u00eancia de interdepend\u00eancia\u00a0 e responsabilidade comunit\u00e1ria e de percep\u00e7\u00f5es sobre o papel dos atores e das institui\u00e7\u00f5es (nomeadamente o papel do Estado).<\/p>\n<p>Outros caminhos ser\u00e3o necessariamente percorridos com a conclus\u00e3o do relat\u00f3rio anal\u00edtico e a produ\u00e7\u00e3o de textos para publica\u00e7\u00e3o em meios cient\u00edficos. Os dados gerados permitem alimentar a certeza da relev\u00e2ncia, pertin\u00eancia e atualidade da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre os efeitos econ\u00f4micos e sociais do confinamento social em Angola, que constituir\u00e1 um subs\u00eddio adicional para os estudos sobre a pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Kuanza (moeda local).<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Como citar este post<\/h3>\n<p>LOPES, Carlos; VAN-DUNEM, Jos\u00e9. Efeitos Econ\u00f4micos e Sociais do Confinamento Social em Angola: resultados preliminares.\u00a0<em>Blog DADOS<\/em>, 2020 [published 19 june 2020]. Available from:\u00a0<a href=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/confinamento-em-angola\/\">http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/confinamento-em-angola\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.Resumo Os dados preliminares do question\u00e1rio online realizado no \u00e2mbito do Projeto Efeitos Econ\u00f4micos e Sociais do Confinamento Social em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1742,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[11],"tags":[34,21,15,13],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1741"}],"collection":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1741"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1741\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1766,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1741\/revisions\/1766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1742"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}