{"id":1666,"date":"2020-05-27T15:23:42","date_gmt":"2020-05-27T15:23:42","guid":{"rendered":"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/?p=1666"},"modified":"2020-05-29T15:22:48","modified_gmt":"2020-05-29T15:22:48","slug":"percepcao-de-risco-covid-19-polarizacao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/es\/percepcao-de-risco-covid-19-polarizacao-brasil\/","title":{"rendered":"Percep\u00e7\u00e3o de risco sobre a Covid-19 reproduz polariza\u00e7\u00e3o pr\u00f3 e anti-Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p class=\"qtranxs-available-languages-message qtranxs-available-languages-message-es\">Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/pb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1666\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-pb\" title=\"Portugu\u00eas do Brasil\">Portugu\u00e9s De Brasil<\/a> y <a href=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1666\" class=\"qtranxs-available-language-link qtranxs-available-language-link-en\" title=\"English\">Ingl\u00e9s Estadounidense<\/a>. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in this site default language. You may click one of the links to switch the site language to another available language.<\/p><p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Brasileiros que votaram em Haddad consideram-se duas vezes mais suscet\u00edveis a ter sua sa\u00fade afetada;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>E eleitores do ent\u00e3o candidato do PT consideram 50% mais prov\u00e1vel perder emprego durante a crise;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Polariza\u00e7\u00e3o sobre a crise diminiu apoio de Bolsonaro entre \u00a0eleitorado \u201canti-PT\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o[1]<\/strong><\/p>\n<p>Nada escapa \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o no Brasil, nem mesmo as percep\u00e7\u00f5es de riscos de sa\u00fade e de emprego em meio \u00e0 maior crise de sa\u00fade da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds. Enquanto em diversos pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina, a emerg\u00eancia dos casos de Covid-19 trouxe \u00e0 tona um discurso mais ameno e um senso de a\u00e7\u00e3o coletiva, como nos casos da Argentina e Uruguai, o presidente Jair Bolsonaro seguiu na contram\u00e3o: promoveu mensagens pol\u00edticas ultra partidarizadas, investiu na polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e desafiou governadores e autoridades locais a n\u00e3o adotarem pol\u00edticas com foco no controle do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Bolsonaro espelhou-se de in\u00edcio em Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, desafiando os riscos da pandemia e atribuindo responsabilidades pela crise a ag\u00eancias internacionais, governadores e l\u00edderes pol\u00edticos estrangeiros. No entanto, enquanto o avan\u00e7o no n\u00famero de casos levou Donald Trump a moderar seu discurso, as mensagens p\u00fablicas de Bolsonaro continuaram em seu padr\u00e3o inicial: esque\u00e7am o v\u00edrus, preparem-se para algumas mortes, sigam com seus trabalho, o Brasil n\u00e3o pode parar. As consequ\u00eancias s\u00e3o not\u00e1veis. Enquanto os Estados Unidos lideram o n\u00famero de contamina\u00e7\u00f5es e mortes no mundo, <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/mundo\/covid-19-america-latina-adota-quarentena-e-brasil-torna-se-mau-exemplo\/\">o Brasil lidera na Am\u00e9rica Latina<\/a>. E a lideran\u00e7a \u00e9 confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, pesquisas recentes t\u00eam demonstrado consistentes diferen\u00e7as partid\u00e1rias sobre como cidad\u00e3os respondem \u00e0s pol\u00edticas de sa\u00fade adotadas durante a pandemia. Por exemplo, democratas e republicanos aderiram de forma distinta a <a href=\"https:\/\/thehill.com\/opinion\/healthcare\/491576-we-need-the-gop-to-flatten-the-curve\">simples medidas como lavar as m\u00e3os e usar \u00e1lcool em gel<\/a>, e, ao mesmo tempo, distritos em que a vota\u00e7\u00e3o de republicanos \u00e9 historicamente alta praticaram menos <a href=\"http:\/\/web.stanford.edu\/~gentzkow\/research\/social_distancing.pdf\">distanciamento social<\/a> quando comparados a distritos democratas<a href=\"https:\/\/cepr.org\/sites\/default\/files\/news\/CovidEconomics12.pdf\">. Resultados semelhantes<\/a> foram apresentados para o caso brasileiro: cidades onde Bolsonaro recebeu forte apoio em 2018 exibiram crescimento mais acelerado da transmiss\u00e3o de Covid-19 e menor ades\u00e3o a pol\u00edticas de distanciamento.<\/p>\n<p>Neste pequeno artigo, apresentamos os resultados de nossa pesquisa sobre prefer\u00eancias partid\u00e1rias e percep\u00e7\u00e3o de risco no Brasil durante a crise da Covid-19. Documentamos diferen\u00e7as fortes sobre como brasileiros pr\u00f3-governo e da oposi\u00e7\u00e3o expressam suas percep\u00e7\u00f5es de risco em meio \u00e0 pandemia. Em seguida, apresentamos dados experimentais do efeito de diferentes enquadramentos sobre o novo coronav\u00edrus na percep\u00e7\u00e3o de risco dos eleitores. Nosso estudo \u00e9 o primeiro a agregar dados experimentais sobre como alinhamento pol\u00edtico e partidarismo afetam a percep\u00e7\u00e3o de risco dos brasileiros durante a presente crise de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A polariza\u00e7\u00e3o na resposta \u00e0 Covid-19<\/strong><\/p>\n<p>Em nosso rec\u00e9m terminado survey usando uma amostra aleat\u00f3ria de alcance nacional, brasileiros que votariam no candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, reportaram duas vezes mais a probabilidade de terem sua sa\u00fade afetada pela Covid-19, assim como indicaram 50% mais a chance de perderem seu emprego durante a crise. Como era de se esperar, tais diferen\u00e7as s\u00e3o ainda maiores quando se referem \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do governo durante a crise. As distin\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao risco no emprego e na sa\u00fade mant\u00eam-se est\u00e1veis quando se usa modelos estat\u00edsticos controlando por fatores como renda, idade, escolaridade e emprego. Mais interessante, no entanto, \u00e9 que em nossos surveys no M\u00e9xico e na Argentina, utilizando as mesmas perguntas, os efeitos das prefer\u00eancias partid\u00e1rias s\u00e3o menores, e praticamente nulas nas tr\u00eas vari\u00e1veis para o caso argentino. Ao fim, a ativa\u00e7\u00e3o do partidarismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19 parece estar entrela\u00e7ada com a polariza\u00e7\u00e3o promovida por Bolsonaro e suas respostas a pandemia.<\/p>\n<p><strong>Figura 1 : Voto, Percep\u00e7\u00e3o de Risco e Apoio as Pol\u00edticas do Governo Durante a Pandemia de COVID-19<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1667 size-full\" src=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/brazil_covid_brazil_port.png\" alt=\"\" width=\"4200\" height=\"2400\" srcset=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/brazil_covid_brazil_port.png 4200w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/brazil_covid_brazil_port-300x171.png 300w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/brazil_covid_brazil_port-768x439.png 768w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/brazil_covid_brazil_port-1024x585.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 4200px) 100vw, 4200px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com vistas a explicar os mecanismos comportamentais impulsionando as respostas partid\u00e1rias \u00e0 Covid-19 no Brasil, implementamos uma an\u00e1lise experimental em nosso survey. Dividimos os entrevistados em quatro grupos com probabilidades iguais, e cada um deles leu um tu\u00edte produzido por nossos pesquisadores. Os tu\u00edtes variaram em seus autores e conte\u00fados. No primeiro caso, alteramos \u00a0o autor do tu\u00edte entre Fernando Haddad, candidato \u00e0 presid\u00eancia pelo PT em 2018, e Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Bolsonaro. No que se refere ao conte\u00fado das mensagens, usamos um enquadramento positivo para a crise, refor\u00e7ando que era momento de agir em conjunto, e um enquadramento negativo, em que cada autor atribu\u00eda a responsabilidade ao seu advers\u00e1rio pela gravidade da pandemia no pa\u00eds[2].<\/p>\n<p>Quando nossos entrevistados leem as mensagens negativas de Eduardo Bolsonaro, h\u00e1 uma not\u00e1vel diminui\u00e7\u00e3o no apoio ao governo, e um aumento na percep\u00e7\u00e3o de risco de perder o emprego. Tais diferen\u00e7as se mant\u00eam at\u00e9 quando consideramos somente os eleitores de Bolsonaro e os respondentes que se declararam como antipetistas. Em geral, a polariza\u00e7\u00e3o promovida por Bolsonaro durante a pandemia parece afetar diretamente, e negativamente, sua popularidade, com parte dos seus eleitores mais fi\u00e9is.<\/p>\n<p>Por outro lado, mensagens negativas, nas quais a culpa era atribu\u00edda a advers\u00e1rios pol\u00edticos, aumentaram respostas partid\u00e1rias por parte dos entrevistados. Em particular, eleitores de Fernando Haddad demonstraram com maior regularidade sentir o risco de perder o emprego ap\u00f3s lerem mensagens negativas de Eduardo Bolsonaro. \u00a0Mensagens positivas n\u00e3o tiveram efeito significativo nas respostas partid\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ao explorar em mais detalhes esses achados, encontramos que apoiadores do presidente exibiram menor probabilidade de \u201cretuitar\u201d ou \u201cfavoritar\u201d nossa mensagen negativa enviada por Eduardo Bolsonaro quando compara \u00e0 sua mensagem clamando por uni\u00e3o nacional. Eleitores pr\u00f3-governo que receberam o tu\u00edte positivo de Eduardo Bolsonaro reagiram com um \u201camei\u201d 63% das vezes, e retuitaram outras 18%. Por outro lado, tal comportamento cai para 43% e 12% ao lerem nosso tu\u00edte negativo. Portanto, enquanto ambos tu\u00edtes induzem respostas partid\u00e1rias, aquelas com um enquadramento mais polarizado n\u00e3o s\u00e3o bem aceitas por seu \u201cfiel\u201d grupo de eleitores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Figura 2: Propor\u00e7\u00e3o dos entrevistados \u201cFavoritando\u201d, \u201cCompartilhando\u201d e \u201cRespondendo\u201d tu\u00edtes de Bolsonaro e Haddad<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1668 size-full\" src=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Retweet-of-Four-Frames-Brazil-PT.png\" alt=\"\" width=\"1276\" height=\"928\" srcset=\"https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Retweet-of-Four-Frames-Brazil-PT.png 1276w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Retweet-of-Four-Frames-Brazil-PT-300x218.png 300w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Retweet-of-Four-Frames-Brazil-PT-768x559.png 768w, https:\/\/dados.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Retweet-of-Four-Frames-Brazil-PT-1024x745.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1276px) 100vw, 1276px\" \/><\/p>\n<p><em>Nota<\/em>: Foi permitido aos entrevistados \u201cresponder, \u201ccurtir\u201d, \u201ccompartilhar\u201d ou \/ e \u201cretuitar\u201d simultaneamente as postagens que lhes foram dadas. Enquanto eleitores de Bolsonaro e Haddad \u201ccurtiram\u201d e \u201ccompartilharam\u201d com maior frequ\u00eancias mensagens de autores alinhados ideologicamente,\u00a0 eles o fizeram mais ativamente para as mensagens positivas do que negativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisas recentes sobre partidarismo no Brasil chamam a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do <a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/books\/partisans-antipartisans-and-nonpartisans\/partisanship-and-antipartisanship-in-brazil\/29955682A8E8400F7F49A4728885C7A6\">antipetismo<\/a>, e sua <a href=\"https:\/\/brazilianpoliticalsciencereview.org\/article\/the-victory-of-jair-bolsonaro-according-to-the-brazilian-electoral-study-of-2018\/\">relev\u00e2ncia na elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro<\/a>. N\u00f3s investigamos como diferentes enquadramentos sobre a crise afetam\u2019 em particular os antipetistas no pa\u00eds. Nossos resultados indicam que antipetistas s\u00e3o mais sens\u00edveis aos nossos tu\u00edtes, principalmente exibindo uma forte diminui\u00e7\u00e3o no apoio ao governo e aumento na sua percep\u00e7\u00e3o de risco relacionado ao emprego quando deparados com mensagens negativas de Bolsonaro. De fato, a polariza\u00e7\u00e3o em torno da Covid-19\u00a0 parece ainda ser eficiente para ativar partid\u00e1rios que apoiam Bolsonaro, por\u00e9m nossos experimentos demonstram como a polariza\u00e7\u00e3o excessiva impacta negativamente os eleitores que simplesmente declaram \u00abodiar\u00bb o PT.\u00a0 Bolsonaro faz uma aposta arriscada na polariza\u00e7\u00e3o, que parece afastar de sua base de apoio os eleitores com forte sentimento antipetismo. No contexto brasileiro, com muitos partidos e uma longa tradi\u00e7\u00e3o de impeachment presidencial, a perda de apoio neste segmento pode determinar o futuro do governo Bolsonaro.<\/p>\n<p>Em um momento em que a medida de distanciamento social representa a principal pol\u00edtica de sa\u00fade para conter a Covid-19, nossos achados demonstram, com dados observacionais e experimentais, que a percep\u00e7\u00e3o de risco dos brasileiros n\u00e3o est\u00e1 imune \u00e0s suas prefer\u00eancias partid\u00e1rias. Privilegiar o partidarismo e a polariza\u00e7\u00e3o de seus apoiadores mais fi\u00e9is pode ser politicamentre atrativo para Bolsonaro, por\u00e9m possui consequ\u00eancias cruciais para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o nacional, bem como para a estabilidade do seu governo a longo prazo. Mensagens negativas e com forte polariza\u00e7\u00e3o pr\u00f3-governo induzem diferentes mecanismos de percep\u00e7\u00e3o de risco, e afetam o quanto cada eleitor se exp\u00f5e ao v\u00edrus. As manifesta\u00e7\u00f5es em apoio a Bolsonaro e contra as pol\u00edticas de isolamento s\u00e3o uma demonstra\u00e7\u00e3o clara deste fen\u00f4meno. Em um exemplo dram\u00e1tico da polariza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, as a\u00e7\u00f5es de Bolsonaro e as respostas comportamentais de seus apoiadores fazem com que a polariza\u00e7\u00e3o no Brasil se torne cada vez mais uma quest\u00e3o de vida ou morte.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>[1] Este artigo apresenta resultados de pesquisa em andamento em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (IADB) ent\u00edtulada \u201cTransparency, trust, and Social Media\u00bb, 1300600-01-PEC. PI: Ernesto Calvo, 2019-2020.<\/p>\n<p>[2] Ver vers\u00e3o preliminar do artigo para a descri\u00e7\u00e3o completa do desenho experimental e dos resultados. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/osf.io\/ps4zh\/\">https:\/\/osf.io\/ps4zh\/<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Como citar este post<\/h3>\n<p>CALVO, Ernesto; VENTURA, Tiago. Percep\u00e7\u00e3o de risco sobre a Covid-19 reproduz polariza\u00e7\u00e3o pr\u00f3 e anti-Bolsonaro.\u00a0<em>Blog DADOS<\/em>, 2020 [published 27 May 2020]. Available from:\u00a0<a href=\"http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/percepcao-risco-covid-19-polarizacao\/\">http:\/\/dados.iesp.uerj.br\/percepcao-risco-covid-19-polarizacao\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disculpa, pero esta entrada est\u00e1 disponible s\u00f3lo en Portugu\u00e9s De Brasil y Ingl\u00e9s Estadounidense. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in this site default language. 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